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Um dia depois de um incêndio que destruiu 25 casas que ficavam debaixo do viaduto Procurador José Alves de Morais, no Riachuelo, na Zona Norte do Rio, a prefeitura decidiu, neste sábado (29), instalar um depósito da Comlurb. O governo municipal vai desocupar a área e retirar todos os moradores da Favela Dois de Maio.

As famílias que perderam as suas casas foram levadas para um abrigo improvisado. Elas receberão aluguel social no valor de R$ 400 por mês, segundo a prefeitura. Funcionários das secretarias municipais de Habitação e de Assistência Social cadastraram as vítimas. Essa foi a segunda vez, em três anos, que imóveis pegaram fogo no mesmo local.

No Rio, é cada vez maior o número de construções irregulares. De acordo com a prefeitura, cerca de 13 mil famílias vivem em áreas de risco. Casas de alvenaria e madeira e instalações elétricas ilegais são vistas à distância. Só embaixo do viaduto Agenor de Oliveira, na Mangueira, também na Zona Norte, existem pelo menos 20 famílias.

Os moradores que vivem nestes locais reconhecem o perigo. Na Avenida Brasil, na altura da Fazenda Botafogo, existem cerca de dez casas em áreas de risco. De acordo com o secretário municipal da Habitação, Pierre Batista, a prefeitura pretende retirar todas as famílias que moram de maneira irregular.

"Até o prazo para 13 mil famílias, até o final do nosso governo", afirmou o secretário, completando que a prefeitura planeja a ocupação destas áreas para evitar que as famílias voltem.

Acessos fechados
Até o início da tarde deste sábado (29), os acessos ao viaduto Procurador José Alves de Morais ainda estavam fechados, segundo informou Marcos Rocha, chefe de operações da área do grande Méier, da CET-Rio.

Segundo ele, os bloqueios foram nos dois sentidos. Estavam fechados os acessos pelo Jacaré (para quem vem pela Rua Lino Teixeira), da Rua 24 de maio, da Avenida Marechal Rondon, e o acesso na saída do Túnel Noel Rosa, no sentido Jacaré.

As alternativas
Como alternativa, motoristas que seguem pela Rua 24 de maio e querem chegar ao Jacaré podem seguir pela Rua 24 de maio até o local conhecido como Buraco do Padre, fazer o retorno pela Rua Souza Barros, seguir pelas ruas 2 de Maio e Lino Teixeira, até o final do viaduto.

Quem vem pela Avenida Marechal Rondon, deve seguir pela Rua São Paulo e Avenida 24 de Maio, e depois fazer o mesmo caminho.

Já no sentido contrário, é preciso pegar a Rua Lino Teixeira, seguir pelas ruas 2 de Maio e Souza Barros, e fazer o retorno para acessar o Buraco do Padre para chegar a Avenida Marechal Rondon.

Segundo a CET-Rio, a previsão é que até domingo (30) sejam liberados, apenas para carros de passeio, dois acessos ao viaduto: pelo Jacaré (vindo da Rua Lino Teixeira) e após a saída do Túnel Noel Rosa, no sentido Jacaré. Mas ônibus e caminhões continuarão proibidos de circular. A liberação desses dois acessos para carros de passeio depende apenas da instalação da sinalização no local.

Ainda de acordo com a CET-Rio, os bloqueios da Avenida Marechal Rondon e da Rua 24 de Maio ficarão fechados para todos os veículos até o final da conclusão dos reparos, prevista entre 10 e 15 dias.

As ruas Ana Néri, Lino Teixeira, São Paulo, 24 de Maio e Avenida Marechal Rondon estão totalmente abertas à circulação de veículos.

Famílias desabrigadas
O incêndio que destruiu várias casas no Riachuelo, na Zona Norte do Rio, deixou 26 famílias desabrigadas. Os barracos foram construídos debaixo do Viaduto Procurador José Alves de Morais. Essa foi a segunda vez, em três anos, que imóveis pegaram fogo no mesmo local.

Os moradores vão receber aluguel social no valor de R$ 400 por mês, segundo informações da prefeitura do Rio. Funcionários das secretarias municipais de Habitação e de Assistência Social cadastraram as vítimas. As famílias foram levadas para um abrigo improvisado.

O incêndio, que começou por volta das 8h desta sexta-feira (29), não deixou feridos.

Imagens mostram incêndio
Um cinegrafista amador registrou o incêndio poucos minutos após o fogo começar. Os carros paravam na subida do viaduto. Uma moradora grávida passou mal e foi socorrida pelos bombeiros. “Começou num barraquinho bonitinho. Eu só tive tempo de sair mais uma vez com a minha mãe , meus animais e pronto”, disse Rosângela Augusto.

A nuvem de fumaça podia ser vista de longe. Moradores corriam para retirar botijões de gás e usavam baldes com água para tentar apagar as chamas. Por volta das 9h30, o fogo tinha sido controlado pelos bombeiros. Muitas famílias estavam desesperadas. Segundo a prefeitura, cerca de 250 barracos construídos no local serão derrubados.

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