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Um filme sobre a história da maior facção criminosa do país, baseado na autobiografia de um de seus fundadores, com cenas recheadas de referências pop – do ritmo dos videoclipes aos truques de edição de Quentin Tarantino. Esse foi o caminho escolhido pelo diretor Caco Souza em seu “400 contra 1”, que teve première na noite de quinta-feira (22), no encerramento do Paulínia Festival de Cinema.

O longa traz o ator Daniel de Oliveira como Willian da Silva Lima, um dos mentores do grupo criminoso que há mais de 40 anos comanda o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Ex-assaltante de bancos que cumpriu pena de 37 anos, ele é o autor do livro “Quatrocentos contra um”, que narra o nascimento da quadrilha, à partir do encontro de presos políticos da ditadura com detentos comuns no presídio de Ilha Grande, na década de 70.

“Fizemos uma pesquisa histórica do material da época para entender até que ponto as estratégias dos grupos de esquerda influenciaram os presos comuns na cadeia”, explicou Caco. “O que a bandidagem da época assimilou foi a noção de coletividade, disciplina e organização. Coisa que até então eles desconheciam e que passaram a adotar em nome do crime”.


O ator Daniel Oliveira durante a sessão de '400
contra 1', em Paulínia. (Foto: Divulgação)A autobiografia de Lima foi o ponto de partida para que Daniel compusesse o personagem. “Ler o livro foi o começo de tudo. Não tem pesquisa mais rica do que ver a escrita, a maneira como ele se expressa, as palavras que escolhe”.

Lições em penitenciária
Daniel e outros atores que interpretam bandidos no filme, como Fabrício Boliveira e Lui Mendes, também frequentaram a penitenciária agrícola do Paraná. Grande parte das cenas de “400 contra 1” tem celas como cenário e foram rodadas no presídio do Ahu, em Curitiba.

“A troca de ideias com a rapaziada de lá foi muito interessante. Ouvimos histórias de vida, como entraram para o crime, como é o cotidiano daqueles que tem uma sentença a cumprir”, conta Daniel. “Tudo isso ajudou na transformação para o personagem”.

No entanto, ninguém aparece mais “transformado” em cena que Daniela Escobar. Para interpretar Tereza – amante e parceira de William no crime – a atriz engordou 10 quilos e pintou o cabelo de um loiro desbotado.

“Isso foi ideia de um diretor de visão, que enxergou o potencial da atriz muito além do que uma imagem já formada”, opinou Daniela, acostumada a interpretar dondocas sofisticadas em novelas.

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