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Em março, a cubana mandou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo que interviesse junto aos irmãos Castro para que autorizassem sua vinda ao país. Desde que criou o blog “Generación Y”, há três anos, Yoani já teve outros cinco pedidos negados para deixar Cuba, um deles para vir lançar no Brasil “De Cuba com carinho” (Editora Contexto).

“Do governo brasileiro não tive resposta, mas como disse um amigo a melhor diplomacia é a que se faz em silêncio. Pode ser que esteja acontecendo alguma negociação direta com o governo cubano que eu não esteja informada”, afirma. Pelas leis de Cuba, só sai do país quem obtém a autorização do governo.

Agora, Yoani quer ir a Jequié, na Bahia, para a primeira exibição, nesta sexta-feira (23), do documentário “Conexão Cuba Honduras”, feito pelo baiano Dado Galvão sobre a repressão nos dois países – o segundo, após o golpe de 2009.

Ativista social e documentarista em Jequié, Galvão, de 29 anos, colheu entrevistas e imagens dos conflitos nos dois países com uma câmera emprestada da Secretaria Municipal de Cultura. Ele viajou a Havana e Tegucigalpa com apoio das pastorais da Igreja Católica – às quais é ligado –, e após uma campanha para arrecadar fundos pelo comércio da cidade baiana de 150 mil habitantes.

Ao G1, o diretor disse que pode adiar a estreia caso haja garantias de que a cubana possa vir ao país. “A prioridade do momento é que ela venha. Não estamos preocupados com data, será um grande mérito do documentário se ela puder visitar o Brasil. Acho que já é um Oscar pra gente.”

Um segunda carta pedindo que o governo brasileiro interceda pela vinda de Yoani foi enviada pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no dia 7 de julho. Suplicy disse ter conversado também com o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodriguez, de quem também espera uma resposta.

“Estou com uma expectativa positiva. A autorização de parte das autoridades cubanas para que Yoani possa estar presente na apresentação do documentário seria mais um sinal que se somaria à libertação de presos cubanos que foram para a Espanha, inclusive do ponto de vista do presidente Barack Obama poder tomar a decisão de levantar o embargo [econômico] contra Cuba [imposto pelos EUA desde 1962]”, disse.

Procurada, a assessoria de imprensa do Itamaraty informou que não comentaria o caso. A assessoria de imprensa da Presidência ainda não deu resposta.

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