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A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, elevou o tom de suas declarações nesta segunda-feira (28) ao rebater acusações sobre a suposta elaboração de um dossiê contra o candidato do PSDB, José Serra, por profissionais ligados à campanha petista.

Dilma concedeu entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, que irá ao ar nesta segunda-feira (28), a partir das 22h.

“Não podemos aceitar no Brasil, porque vivemos em uma democracia, acusações sem provas”, disse a ex-ministra, citando a publicação, pelo jornal "Folha de São Paulo", de dados fiscais de um dirigente tucano e que integrariam o suposto dossiê anti-Serra.

“Sempre que nos atribuem isso [montagem de dossiês], tomamos atitudes concretas: processamos o acusador. Vocês [Folha de São Paulo] nós não vamos processar porque respeitamos a liberdade de imprensa. Acho que vocês [jornal] estão protegendo a fonte [da informação]”, afirmou Dilma, dirigindo-se ao editor-executivo do jornal, Sérgio D’Ávila.

Entenda o caso do suposto dossiê

Inexperiência em eleições como vantagem
A candidata do PT afirmou ainda que o fato de nunca ter disputado uma eleição pode ser visto como "vantagem em um quadro em que existe tanto desgaste da atuação política". Também rebateu críticas que a caracterizam como “poste”, por supostamente absorver de forma automática a popularidade do presidente Lula.

"Compreendo que alguns queiram dizer que eu sou um poste. Agora, acho que isso não me transforma num poste", disse.

A ex-ministra disse ser contra as chamadas “doações ocultas” em campanhas eleitorais - quando empresas privadas que fornecem recursos a partidos não são identificadas na contabilidade das siglas. “Sou a favor de doações bastante explícitas e transparentes, pois o público tem que saber quem doou pra quem.”

Dilma afirmou defender a criação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir a reforma política no país – citou o financiamento público de campanhas como uma das medidas que apoia.

A petista disse que irá promover também uma reforma tributária, mas evitou se comprometer com metas de redução da carga de impostos. Citou propostas pontuais, como desoneração dos investimentos e da tributação sobre folhas de pagamentos, energia elétrica e medicamentos.

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